A inteligência artificial chegou ao RH prometendo substituir decisões humanas. Dimas Fausto, CEO da Dimastec, discorda dessa promessa.Para o executivo, a inteligência artificial ocupa lugar central no futuro da gestão de pessoas. Porém, ela deve potencializar a decisão humana — não substituí-la.
Um algoritmo cruza volumes de dados que nenhum gestor processaria manualmente. Além disso, ele faz isso em segundos. Esse ganho de velocidade e de visibilidade é real.
Porém, o algoritmo não tem contexto humano. Falta a ele a leitura de uma situação individual e o histórico informal de um time. Gestão de pessoas envolve pessoas — por isso, o julgamento humano continua essencial.
Por isso, Dimas Fausto defende um modelo diferente. Nesse modelo, a inteligência artificial amplia a capacidade de análise do RH. Ainda assim, o gestor permanece no centro da decisão final.
Boa parte da desconfiança com IA no RH não vem da tecnologia. Na verdade, vem de como ela foi apresentada: como substituta do gestor, e não como ferramenta a serviço dele.
Sem dados organizados de jornada, custo e produtividade, a inteligência artificial não tem o que potencializar. Afinal, ela amplia o que recebe — inclusive a falta de estrutura.
Dimas Fausto atua com gestão de pessoas há mais de três décadas. Nesse período, acompanhou o RH migrar do operacional para o estratégico. Ao longo do caminho, viu decisões erradas tomadas tanto por falta de dados quanto por excesso de confiança cega em ferramentas.
Foi por isso que Dimas Fausto e sua equipe construíram a Mydhas. A plataforma transforma registros de ponto em indicadores de produtividade, custo e eficiência operacional. Assim, o gestor de RH ganha mais informação para decidir — e não uma decisão pronta para aceitar sem pensar.
A lógica é direta: quanto mais confiáveis os dados, mais a inteligência artificial potencializa o julgamento humano. Ou seja, a tecnologia deixa de substituir e passa a apoiar a decisão.
Antes de adotar a próxima ferramenta de inteligência artificial para a área de pessoas, vale uma pergunta objetiva. Essa ferramenta está dando mais dados e contexto para o gestor decidir, ou está tirando o gestor da decisão? Em resumo, a resposta define se a tecnologia vai potencializar sua equipe de RH ou apenas substituir julgamento humano por um número sem lastro.