Dimas Fausto, CEO da Dimastec, tem acompanhado um padrão recorrente entre empresas que investem em plataformas de gestão de pessoas: a liderança direta continua aprovando ponto, escala e banco de horas por WhatsApp ou planilha. O sistema comprado pelo RH fica restrito ao próprio departamento.
A decisão de compra de uma plataforma de RH costuma passar pela diretoria e pela área de recursos humanos. O gestor direto — quem de fato aprova solicitações no dia a dia — raramente participa dessa escolha. Por isso, é comum que o sistema seja desenhado para atender processos do RH, não a rotina de quem lidera equipes operacionais.
O resultado é previsível: a plataforma cumpre exigências de compliance e centraliza dados, mas o gestor não a incorpora ao próprio fluxo de trabalho. Ele continua recorrendo a canais informais, porque são mais rápidos.
Falta de adesão raramente é resistência genuína à tecnologia. Na maioria dos casos, o gestor tem pouco tempo disponível e precisa de respostas imediatas. Se uma aprovação de ponto ou de troca de turno exige múltiplas telas e etapas, ele abandona o sistema e volta ao que já conhece.
Além disso, gestores de área não costumam receber treinamento aprofundado sobre a plataforma. O RH domina o sistema; a liderança operacional, não. Essa assimetria de conhecimento aumenta a percepção de que a ferramenta é complicada, mesmo quando não é.
Portanto, o problema de adesão não está na disposição do gestor em usar tecnologia. Está no desenho da experiência para quem decide sob pressão de tempo.
Entre todas as funcionalidades de uma plataforma de RH, a aprovação é o ponto de contato mais frequente entre o gestor e o sistema. É também o que mais determina se a adesão vai se sustentar ao longo do tempo.
Quando aprovar uma solicitação leva poucos segundos, o gestor tende a manter o hábito. Quando o processo exige navegação complexa, ele volta a delegar a tarefa ao RH ou a resolver por fora do sistema — o que anula o propósito da própria plataforma: gerar dado confiável sobre a jornada do colaborador.
Dessa forma, simplicidade na aprovação não é um detalhe de usabilidade. É a condição para que a tecnologia realmente circule dentro da estrutura de liderança da empresa.
Historicamente, sistemas de RH foram construídos a partir da lógica administrativa do departamento pessoal: folha de pagamento, compliance trabalhista, controle de ponto. Essa lógica atende bem ao RH, mas nem sempre reflete como um gestor de operação, vendas ou produção toma decisões — geralmente em poucos minutos, entre uma reunião e outra.
Ao longo de mais de três décadas atuando com gestão de pessoas, Dimas Fausto observou esse descompasso se repetir em empresas de diferentes portes. A tecnologia de RH evoluiu em recursos, mas nem sempre evoluiu em proximidade com quem lidera equipes no campo ou na operação.
Foi a partir dessa observação que a Dimastec ajudou a desenvolver o Mydhas: uma plataforma que transforma registros de ponto em indicadores de produtividade, custo e eficiência operacional, com aprovações simples o suficiente para caberem na rotina de um gestor com agenda cheia.
Quando o gestor efetivamente usa a plataforma, cada aprovação deixa de ser apenas um registro administrativo e passa a alimentar indicadores de gestão. Custo de hora extra, gargalos de escala e produtividade por equipe se tornam visíveis em tempo real, em vez de aparecerem apenas no fechamento mensal da folha.
Isso aproxima o RH da linguagem que diretoria e financeiro já utilizam: dado, indicador, impacto no resultado. Além disso, devolve à liderança operacional uma ferramenta que resolve um problema real, em vez de apenas cumprir uma exigência do departamento de pessoas.
Para Dimas Fausto, a adesão de gestores a uma plataforma de RH não depende de campanha interna de conscientização nem de treinamento extenso. Depende, antes de tudo, de a tecnologia ser desenhada para quem decide rápido, com aprovações simples e indicadores acessíveis.
Sua empresa consegue medir, hoje, quantos gestores aprovam solicitações diretamente na plataforma de RH — ou a maioria ainda resolve por fora dela?