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dimasfausto.com.br

Dimas Fausto, CEO da Dimastec, tem acompanhado um padrão recorrente entre empresas que investem em plataformas de gestão de pessoas: a liderança direta continua aprovando ponto, escala e banco de horas por WhatsApp ou planilha. O sistema comprado pelo RH fica restrito ao próprio departamento.

Investir em tecnologia não garante adesão da liderança

A decisão de compra de uma plataforma de RH costuma passar pela diretoria e pela área de recursos humanos. O gestor direto — quem de fato aprova solicitações no dia a dia — raramente participa dessa escolha. Por isso, é comum que o sistema seja desenhado para atender processos do RH, não a rotina de quem lidera equipes operacionais.

O resultado é previsível: a plataforma cumpre exigências de compliance e centraliza dados, mas o gestor não a incorpora ao próprio fluxo de trabalho. Ele continua recorrendo a canais informais, porque são mais rápidos.

A observação de Dimas Fausto sobre a adesão dos gestores

Falta de adesão raramente é resistência genuína à tecnologia. Na maioria dos casos, o gestor tem pouco tempo disponível e precisa de respostas imediatas. Se uma aprovação de ponto ou de troca de turno exige múltiplas telas e etapas, ele abandona o sistema e volta ao que já conhece.

Além disso, gestores de área não costumam receber treinamento aprofundado sobre a plataforma. O RH domina o sistema; a liderança operacional, não. Essa assimetria de conhecimento aumenta a percepção de que a ferramenta é complicada, mesmo quando não é.

Portanto, o problema de adesão não está na disposição do gestor em usar tecnologia. Está no desenho da experiência para quem decide sob pressão de tempo.

A simplicidade das aprovações como fator decisivo

Entre todas as funcionalidades de uma plataforma de RH, a aprovação é o ponto de contato mais frequente entre o gestor e o sistema. É também o que mais determina se a adesão vai se sustentar ao longo do tempo.

Quando aprovar uma solicitação leva poucos segundos, o gestor tende a manter o hábito. Quando o processo exige navegação complexa, ele volta a delegar a tarefa ao RH ou a resolver por fora do sistema — o que anula o propósito da própria plataforma: gerar dado confiável sobre a jornada do colaborador.

Dessa forma, simplicidade na aprovação não é um detalhe de usabilidade. É a condição para que a tecnologia realmente circule dentro da estrutura de liderança da empresa.

Dimas Fausto e a criação do Mydhas

Historicamente, sistemas de RH foram construídos a partir da lógica administrativa do departamento pessoal: folha de pagamento, compliance trabalhista, controle de ponto. Essa lógica atende bem ao RH, mas nem sempre reflete como um gestor de operação, vendas ou produção toma decisões — geralmente em poucos minutos, entre uma reunião e outra.

Ao longo de mais de três décadas atuando com gestão de pessoas, Dimas Fausto observou esse descompasso se repetir em empresas de diferentes portes. A tecnologia de RH evoluiu em recursos, mas nem sempre evoluiu em proximidade com quem lidera equipes no campo ou na operação.

Foi a partir dessa observação que a Dimastec ajudou a desenvolver o Mydhas: uma plataforma que transforma registros de ponto em indicadores de produtividade, custo e eficiência operacional, com aprovações simples o suficiente para caberem na rotina de um gestor com agenda cheia.

O que muda quando a aprovação vira dado estratégico

Quando o gestor efetivamente usa a plataforma, cada aprovação deixa de ser apenas um registro administrativo e passa a alimentar indicadores de gestão. Custo de hora extra, gargalos de escala e produtividade por equipe se tornam visíveis em tempo real, em vez de aparecerem apenas no fechamento mensal da folha.

Isso aproxima o RH da linguagem que diretoria e financeiro já utilizam: dado, indicador, impacto no resultado. Além disso, devolve à liderança operacional uma ferramenta que resolve um problema real, em vez de apenas cumprir uma exigência do departamento de pessoas.

Conclusão

Para Dimas Fausto, a adesão de gestores a uma plataforma de RH não depende de campanha interna de conscientização nem de treinamento extenso. Depende, antes de tudo, de a tecnologia ser desenhada para quem decide rápido, com aprovações simples e indicadores acessíveis.

Sua empresa consegue medir, hoje, quantos gestores aprovam solicitações diretamente na plataforma de RH — ou a maioria ainda resolve por fora dela?